Postagens

O fazer pedagógico

Segundo Zabala (1998, p.13) “Um dos objetivos de qualquer bom profissional consiste em ser cada vez mais competente em seu ofício. Geralmente se consegue esta melhoria profissional mediante o conhecimento e a experiência: o conhecimento das variáveis que intervêm na prática e a experiência para dominá-las”. É importante que os educadores internalizem a convicção de que um trabalho mantenedor de bons resultados acontece quando sua dedicação é total, limitado não somente em sala de aula junto aos seus alunos, mas na procura para inovar a sua prática.  O saber não chega sem a procura, e os docentes precisam se conscientizar de que o fazer pedagógico só tem eficiência quando mudamos nossa prática educativa buscando atender as necessidades reais e urgentes dos nossos alunos. Para Zabala (1998), (..) a melhoria de nossa atividade profissional, como todas as demais, passa pela análise do que fazemos, de nossa prática e do contraste com outras práticas.  Segundo Tardif (2002, p...

Diário

MINHA PÁGINA DE DIÁRIO Ainda hoje estava a questionar-me, se estava na profissão certa. Refleti por um certo período de tempo, e percebi que não consegui me encontrar em nenhuma outra profissão. Quando eu conto o que às vezes acontece na escola, aos outros mortais, eles ficam desnorteados. É muito comum ouvir: - Como tu aguenta? – Faculdade pra quê? Mas tenho a resposta sempre a mão. O ambiente escolar me faz feliz. Quando me relaciono com minhas colegas e posso agregar a minha vida conhecimento e experiências e sempre estar com meus alunos. Não digo que é fácil, pois não é. Existe o choque entre culturas, lares desfeitos. Mas amo meus alunos como se fossem meus filhos. Pois estes me ensinam diariamente a ter doses extras de paciência e amor e minhas colegas o mesmo. Minha felicidade está após os muros da escola, onde se dá nos pequenos detalhes do dia a dia, no sorriso e confiança dos pais às conversas edificantes com meus pares.

Alfabetização

Posso dizer com toda a propriedade, que esta interdisciplina foi um divisor de águas em meu fazer pedagógico. Se antes, ser alfabetizadora não estava em meus planos, hoje já me sinto confiante para exercer tal função. A professora foi de uma leveza quase angelical, ao nos ofertar com imensa generosidade seus conhecimentos e de uma maneira muito prática e dinâmica. Pude conhecer um pouco da história da escrita e como se processa a leitura. Fatores esses, importantíssimos para que possamos ajudar nosso aluno a decifrar os códigos de nossa língua. Outro fator de suma importância, foram as ideias de jogos para estimular cada fase em que o aluno se encontra. Conhecer a teoria de Emília Ferreiro me ajudou a repensar algumas atitudes em sala de aula, como o de ler histórias no berçário para duas crianças por vez e que podemos trabalhar as letras na educação infantil a partir de jogos. Enfim, foi a interdisciplina que mais aguçou minha curiosidade de aprender sobre o assunto e realmen...

O brincar

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR O brincar na educação se faz essencial, pois passeia pelas possibilidades de criar cultura infantil dentro das instituições públicas de ensino. Se faz necessário que o educador entenda a importância de garantir tempos, espaços, materiais, relações para a brincadeira acontecer no dia a dia das escolas, e possibilitando buscar soluções simples. É muito  importante a vivência do brincar, possibilitando o entendimento do brincar brincando, não apenas entre crianças, como também entre os educadores, e entre estes e as crianças e seus pais. Recordo-me que muito brinquei de pular corda, me possibilitou interação com meus pares, com minha educadora, e além disso, as músicas entonadas nesta brincadeira, remetia a noções de quantidade, equilíbrio e muita diversão. Sendo assim, através do brincar, as crianças constrõem e se desenvolvem no processo de alfabetização e em suas relações cotidianas.
As dimensões do aprender a ler e a escrever Durante muito tempo a alfabetização foi entendida como mera sistematização do “B + A = BA”, isto é, como a aquisição de um código fundado na relação entre fonemas e grafemas. Em uma sociedade constituída em grande parte por analfabetos e marcada por reduzidas práticas de leitura e escrita, a simples consciência fonológica que permitia aos sujeitos associar sons e letras para produzir/interpretar palavras (ou frases curtas) parecia ser suficiente para diferenciar o alfabetizado do analfabeto. Com o tempo, a superação do analfabetismo em massa e a crescente complexidade de nossas sociedades fazem surgir maiores e mais variadas práticas de uso da língua escrita. Tão fortes são os apelos que o mundo letrado exerce sobre as pessoas que já não lhes basta a capacidade de desenhar letras ou decifrar o código da leitura. Seguindo a mesma trajetória dos países desenvolvidos, o final do século XX impôs a praticamente todos os povos a exigência da l...

EROTIZAÇÃO INFANTIL

EROTIZAÇÃO INFANTIL https://www.youtube.com/watch?v=SWzTliThQn8 (ACHEI MUITO INTERESSANTE ESTE MATERIAL SOBRE EROTIZAÇÃO INFANTIL) . As transformações pelas quais nossa sociedade está passando – políticas, sociais e culturais, e o livre acesso infantil a informações sobre o mundo adulto, têm afetado de maneira significativa o mundo infantil, acarretando em uma crise da infância contemporânea. Através do material postado, podemos verificar que a representação da pureza e ingenuidade, suscitadas pelas imagens infantis vinculadas pela mídia, tem se tornado muito erotizadas, principalmente em relação às meninas. O conceito de gênero surgiu para se contrapor à ideia de uma essência (masculina e feminina) natural, universal e imutável, pois a constituição de cada pessoa deve ser pensada como um processo que se desenvolve ao longo de toda a vida em diferentes espaços e tempos. Além disso, o conceito de gênero está relacionado fundamentalmente aos significados que são atr...

A escola de ontem e hoje

Penso que existe uma certa padronização escolar. As classes dos alunos ficam enfileiradas, as turmas divididas por idade e temas de estudo padronizados para que a escola e o professor tenham "controle " sobre os educandos. Ainda que se use a justificativa de que a educação sempre andou assim, precisamos sair do estado automático e tomarmos as rédeas de nossa sala de aula. Criarmos um ambiente onde os alunos possam expressar suas opiniões e serem criativos.