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Mostrando postagens de 2017

Aprendizagem

Aprendemos durante toda a nossa vida e isso exige que façamos pequenas sinapses a todo instante. Para aprender dependemos de vários fatores, como a metodologia do professor, o nível cognitivo do aluno e o ambiente em que o educando está inserido. Portanto, a aprendizagem é um processo onde nós recebemos a informação e a assimilamos e a organizamos em nosso cérebro para torná- la significativa. É aquisição de novos conhecimentos, habilidades, valores e atitudes, que é possibilitado através do estudo, do ensino ou da experiência.

CENSO ESCOLAR 2

       Censo Escolar é um levantamento de dados estatísticos educacionais de âmbito nacional realizado anualmente e por sua abrangência, o Censo Escolar é hoje o principal instrumento de coleta de informações da educação básica. De acordo com o Censo Escolar realizado na escola que leciono, a maioria das crianças da minha turma se declara branco ou pardo, partindo disto, percebi que o problema não é ser branco ou negro, mas o entendimento do que é ser pardo.    De acordo com o texto, ORIENTAÇÕES E AÇÕES PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICOS – RACIAIS, a educação é um ato permanente, segundo Paulo Freire, e por isso tem sido entendida como um processo de desenvolvimento humano. Ao debatermos em nossas escolas os dados obtidos no Censo Escolar, podemos localizar o conceito e o processo da educação no que diz respeito às coletividades e de pessoas negras e como essas mantém uma relação com os espaços sociais, principalmente na escola, tornando os debate...

Censo Escolar

A partir das informações do censo escolar e\ou ficha de matrícula dos alunos faça o levantamento e a sistematização dos dados de sua turma. Após o levantamento produza um texto dissertativo no qual reflita sobre os dados obtidos. Dados obtidos na EMEI que trabalho, com uma turma de 20 alunos de 5 anos, no turno da tarde, do município de São Leopoldo. ETNIA DADOS DA FICHA\AUTO DECLARADOS VISÃO DO ALUNO VISÃO DA PROFESSORA BRANCO 12 14 08 PARDO 08 09 10 NEGRO 01 01 02 INDÍGENA 0 0 0           Na hora da rodinha, foi pedido que todos os alunos fizessem seu autorretrato, frente ao espelho, com tinta têmpera. Ao analisar as fichas e o pensamento dos alunos, sua visão sobre si mesmos, podemos verificar que existe uma discrepância, quanto ao que consta na ficha da ...

Crianças com altas habilidades

Trabalhar com crianças com assincronia, após ler o texto, UM OLHAR PARA AS ALTAS HABILIDADES- CONSTRUINDO CAMINHOS, da secretaria de educação de São Paulo, entendi que posso ter classificado um aluno com altas habilidades de forma errada, pensando ser uma criança que apenas "incomoda" e sem concentração. É muito bom que possamos ler mais textos sobre este assunto, a fim de não sermos educadores que tratam e veem todos os alunos da mesma forma. Não vou ser hipócrita ao dizer que devemos abolir os remédios, mas penso que este, deva ser o último recurso a ser utilizado. Um aluno que pergunta e questiona, desacomoda, e é disto que precisamos em sala de aula, então seremos nós, educadores, a diferença para aqueles alunos com uma percepção de realidade diferente.

A SOMBRA DESTA MANGUEIRA

   Paulo Freire parte por tentar compreender o fundamento do conceito de dialogicidade, pois esta é uma exigência da natureza humana e uma opção democrática do educador. Permanecer na educação está ligado ao fator do ser humano e estar constantemente em busca de algo, do que julga necessário. Ser curioso, nos torna seres desafiadores, de nos causar espanto pelo o que outras pessoas fazem ou dizem, e buscar a razão dos fatos. Sem essa curiosidade não haveria uma concreta possibilidade de conhecer. Existe a curiosidade estética, que nos faz contemplar, como por exemplo, um pôr do sol, é o que emociona. Para que eu possa refletir sobre minha prática, é necessário que minha curiosidade seja teórica, mudar meu pensamento. Nosso papel enquanto educadores progressistas é desafiar a curiosidade ingênua do aluno, para criar nele a criticidade. Educador com visão tecnicista trabalha o aluno no sentido do treinamento instrumental, pois o que interessa é a padronização de conteúdos,...
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Racismo causa ansiedade e depressão em vítimas, diz pesquisa Quem sofre racismo com frequência e em situações variadas está mais sujeito a apresentar problemas psicológicos, afirma estudo Por  Saulo Pereira Guimarães access_time 15 set 2014, 15h45 more_horiz 1. Jovens negros (GettyImages) 2. Trenette Clark, socióloga da Universidade da Carolina do Norte (Divulgação/Universidade da Carolina do Norte) APRESENTADO POR Embratel Por que toda empresa precisa ser 4.0? Veja as vantagens da digitalização São Paulo – Sofrer  racismo  com frequência e em diversas situações torna as pessoas mais sujeitas a ansiedade,  depressão  e problemas com drogas. A descoberta é de pesquisadores americanos. PUBLICIDADE Um artigo sobre o tema foi divulgado em agosto na publicação de  ciência Addictive Behaviors. Para o estudo, cerca de 4,5 mil pessoas negras com idade entre 18 e 65 anos responderam questões relacionadas a situações de di...
O texto nos traz de forma clara, que ao longo da história, houve manifestações de opressão sobre os indivíduos de grupos minoritários em situação de vulnerabilidade. Pude conhecer algumas informações como, que na primeira metade do século XX, surgiu um modelo biomédico da deficiência, que interpreta a deficiência como incapacidade a ser superada. Depois o modelo social da deficiência, relacionada a inclusão. E na atualidade é os direitos humanos, para garantir às pessoas com deficiência, seus direitos, sua autonomia e o acesso a prerrogativas sociais. Já o video ressalta algo muito importante, que é ouvir as pessoas que passam pelo preconceito, pois não adianta eu ou tu, que não somos negros, gays ou portadores de deficiência, querermos discutir algo que não possuimos propriedade, temos que ouvir as pessoas que passam por estas situações. Tenho uma aluna com paralisia cerebral, de 5 anos, que agora a pouco largou as fraldas, baba muito, não fala, apenas sinaliza e não caminha, s...

DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

Piaget considera 4 períodos evolutivos que são caracterizados por aquilo que ele consegue fazer de melhor no decorrer das faixas etárias. - Sensório motor: 0-2 anos - Pré operatório: 2-7 anos - Operações concretas: 7-12 anos - Operações formais: 12 anos em diante Cada fase se caracteriza por sua maneira própria de organização mental. E de modo geral, todos nós vivenciamos estes 4 estágios, com algumas pequenas diferenças em cada pessoa, pois cada um de nós está inserido em um tipo diferente de ambiente.

DIVERSIDADE EM SALA DE AULA

 PROBLEMATIZAÇÃO (conteúdos executados em uma turma de 5 anos) A escola é um espaço que oportuniza os/as alunos/as a conviverem com outras crianças de mesma faixa etária e é um ambiente propício para que ocorra o aprendizado. Nesse universo escolar a diversidade, a diferença e a desigualdade se fazem presentes também nas questões étnicas e culturais. A valorização da cultura afro-brasileira tem sido enfocada nos dias de hoje, como por exemplo, a lei nº 10.639 de 09 de janeiro de 2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana na Educação do Ensino Fundamental e Médio. Entretanto, não raro, ela encontra-se distante do ambiente escolar, pois é negligenciada pelos professores, ou, ignorada e tal comportamento passou a ser um dos obstáculos pedagógicos, interferindo no ensino-aprendizagem. O respeito pela diversidade deve ser trabalhado em todas as áreas do conhecimento, sendo uma das formas de efetivamente incluir a divers...

DIFERENÇAS NA ESCOLA

Começarei escrevendo sobre o preconceito que sofri quando era criança, pois era uma menina magricela, quieta e que usava óculos. Algumas crianças da escola me chamavam de “quatro olhos”, e aquilo me magoava muito, pois eu não entendia no que aquilo estava me prejudicando ou diminuindo, já que me auxiliava a enxergar, entendo hoje que as crianças da época usaram de “generalização indevida” comigo, pois me reduziram a minha deficiência. Podemos presenciar e muito ainda hoje em dia, crianças sofrendo preconceito por parte de seus colegas e por parte de seus professores, pois seus educadores usam de “generalização indevida” para não procurar se inteirar das limitações de seus alunos e suas potencialidades para poder então ajudá-los a se desenvolver e os alunos se apropriam do “contágio osmótico” para com seus colegas ditos diferentes, ficam com medo de se contaminar com sua deficiência. Na escola em que trabalho, temos alguns alunos com necessidades educacionais especiais, e pens...

Ações com foco em populações vulneráveis garantem educação

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O Dia Nacional da Inclusão Social, celebrado em 10 de dezembro, foi criado na mesma data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Para garantir que um dos principais direitos, a educação, chegue a quem mais precisa, o MEC coloca em prática programas e ações que têm como foco o ensino aos jovens e adultos que ficaram fora da escola, indígenas, quilombolas e populações rurais de todo o país. Assegurar a matrícula é apenas o primeiro passo para manter essas pessoas na escola. “A inclusão social começa pela educação. A criança incluída desde a educação infantil vai ter muito mais condições de seguir na escola e manter sua trajetória”, observa a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), Ivana de Siqueira. Por isso, os programas e ações desenvolvidos pela Secadi vão além da formação continuada de professores: passam pela distribuição de materiais didáticos específicos para os diferent...

Preconceito racial

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A história que vou contar vai parecer que foi tirada de um conto de muito mal gosto, pois para mim no início, foi assim que pareceu. Já tinha escutado comentários racistas por parte de várias colegas de trabalho, pois trabalho na cidade berço da colonização alemã, mas de uma pessoa que está convivendo comigo a pouco tempo, e de uma maneira tão explícita, eu realmente achei que não existisse este tipo de preconceito.   Esta pessoa em questão, não suporta pessoas negras, diz que elas pertencem a uma raça inferior, e que se pudesse, mataria a todos, que nunca deveriam ter descido da árvore. Estes tipos de comentários ferem tudo em que acredito, e acredito que Deus fez a todos nós iguais, que nesta encarnação estou assim, numa próxima, estarei talvez do jeito das pessoas a que tanto desprezo.   Criada há 25 anos a  Lei  7.716 define os crimes de preconceito racial. A legislação determina a pena de reclusão a quem tenha cometido atos de  discriminação  o...

Escola inclusiva EMEI BEM ME QUER

A EMEI Bem Me Quer é a maior escola de educação infantil do município de São Leopoldo, contando no momento com 270 crianças e um amplo espaço físico. Contamos com 26 professoras, monitoras, estagiárias, e quatro pessoas na equipe diretiva. Nossa escola atende crianças de 4 meses à 6 anos.  Temos algumas crianças com necessidades educacionais especiais como, dois alunos com nanismo, dois alunos com paralisia cerebral, sendo que a da menina é bem severo, só se alimenta por sonda e não esboça reação, temos um aluno com hiperatividade e uma menina com síndrome de down. A menina com síndrome de down é filha de uma colega professora, e frequenta APAE e fisioterapeuta. Possuímos na escola uma sala de estimulação que é referência no município, onde crianças com necessidades educacionais especiais de outras escolas do município tem horário marcado para estimulação, com professora especialista da escola. Contamos ainda no município, com um núcleo de apoio às educadoras e pais, o NAP...

O preconceito racial na escola

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Fonte: Banco de Imagens Por Rosely Sayão* Uma amiga, que trabalha em escola particular, contou-me um fato que considerei importante. O filho, de seis anos e que cursa o primeiro ano do ensino fundamental, disse a ela que não queria mais ser negro. Quando a mãe perguntou o motivo, ele imediatamente respondeu que, sendo o único aluno negro na escola, era diferente de todos os outros e isso o incomodava. Basta um olhar para constatar que as escolas particulares recebem poucos alunos negros. Mas, a questão vai além: parece-me que poucas tratam com cuidado as questões do preconceito racial, ainda presente em pleno século XXI. Algumas escolas particulares não têm um único aluno negro, mas isso não é motivo para não tratar da questão, não é verdade? Afinal, esse é um tema de nossa sociedade e não é compreensível que a educação para a cidadania não contemple esse item nos trabalhos escolares. Sugeri a essa amiga a leitura, para o filho, de um conto de Mario de Andrade chamado “Será o ...