A SOMBRA DESTA MANGUEIRA
Paulo Freire parte por
tentar compreender o fundamento do conceito de dialogicidade, pois esta é uma
exigência da natureza humana e uma opção democrática do educador. Permanecer na
educação está ligado ao fator do ser humano e estar constantemente em busca de
algo, do que julga necessário. Ser curioso, nos torna seres desafiadores, de
nos causar espanto pelo o que outras pessoas fazem ou dizem, e buscar a razão
dos fatos. Sem essa curiosidade não haveria uma concreta possibilidade de
conhecer.
Existe a curiosidade
estética, que nos faz contemplar, como por exemplo, um pôr do sol, é o que
emociona. Para que eu possa refletir sobre minha prática, é necessário que
minha curiosidade seja teórica, mudar meu pensamento. Nosso papel enquanto
educadores progressistas é desafiar a curiosidade ingênua do aluno, para criar
nele a criticidade.
Educador com visão
tecnicista trabalha o aluno no sentido do treinamento instrumental, pois o que
interessa é a padronização de conteúdos, uma sabedoria de resultados. O
autoritarismo é inimigo da curiosidade, este tipo de poder não é curioso e nem
indagador, já a dialogicidade é repleta de curiosidade e inquietação.
Esta experiência dialógica é
fundamental para a construção da curiosidade epistemológica, pois implica
postura crítica sobre o diálogo, a preocupação em apreender a razão de ser do
objeto que norteia os sujeitos dialógicos. É um fator de preocupação a
crescente distância entre a prática educativa e o exercício da curiosidade
epistemológica. Uma curiosidade reduzida à pura técnica, ela é castrada, pois
não ultrapassa uma posição cientificista diante do mundo.
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