Censo Escolar
A partir das
informações do censo escolar e\ou ficha de matrícula dos alunos faça o
levantamento e a sistematização dos dados de sua turma. Após o levantamento
produza um texto dissertativo no qual reflita sobre os dados obtidos.
Dados obtidos na EMEI
que trabalho, com uma turma de 20 alunos de 5 anos, no turno da tarde, do
município de São Leopoldo.
ETNIA
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DADOS DA FICHA\AUTO DECLARADOS
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VISÃO DO ALUNO
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VISÃO DA PROFESSORA
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BRANCO
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12
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14
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08
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PARDO
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08
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09
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10
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NEGRO
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01
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01
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02
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INDÍGENA
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0
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0
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0
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Na hora da rodinha, foi pedido que
todos os alunos fizessem seu autorretrato, frente ao espelho, com tinta
têmpera. Ao analisar as fichas e o pensamento dos alunos, sua visão sobre si
mesmos, podemos verificar que existe uma discrepância, quanto ao que consta na
ficha da escola, sobre o que os alunos pensam de si mesmos e o que a professora
pensa destas mesmas crianças. Pude perceber que o problema não é ser negro ou
branco, mas sim o que é ser pardo, pois a maioria se diz branco por não
entender o que realmente significa esta terminologia.
De acordo com a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação: “Nos estabelecimentos de ensino fundamental e
de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história
e cultura afro-brasileira e indígena.” (Art. 26-A). Essa determinação se
estende também para a educação infantil. É nos primeiros anos de vida que a
criança inicia o seu processo de formação de identidade. Nesse sentido, a
escola tem a responsabilidade da formação do cidadão com censo crítico, capaz
de viver em sociedade. Além do mais, a escola deve promover a igualdade e
eliminar toda forma de discriminação e racismo, já que os espaços físicos estão
permeados de pessoas com diferentes origens étnico-raciais, costumes, culturas
e crenças.
Sendo assim, é imprescindível que
a criança, desde cedo, seja instruída a respeitar a diversidade, a aceitar o
outro, aceitando também a si mesmo, reconhecendo-se como pessoa, e olhando os
outros da mesma forma, como seres importantes para a sociedade. Nesse sentido, penso que as escolas, ao não
estarem atentas aos aspectos culturais e às relações raciais e desprivilegiarem
discussões sobre esses temas, acabam por adotar práticas e discursos que
valorizam determinada ordem social, estimulando os alunos a se adaptar a ela e
aceitar como natural que desigualdades sociais e culturais sejam considerados
“déficits” individuais. Além disso, ao
veicular determinados padrões culturais e premiar certos tipos de atitude e
comportamento, reforçam ainda a superioridade da cultura hegemônica, cujos
valores passam a ser concebidos como norma social legítima a ser seguida por
todos os grupos humanos.
Particularmente, leva-os a lutar contra o racismo
que representa, acima de tudo, uma negação de identidade configurada pela
negação radical do valor das heranças histórica e cultural de onde advêm a
discriminação e a segregação (D’Adesky, 1997).
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