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Mostrando postagens de junho, 2015
Reflexão sobre corporeidade Nós existimos enquanto sujeitos mediante a continuidade espaço- temporal da corporeidade. Estar vivo significa encontrar-se em movimento. Usar o termo “corporeidade” ultrapassa a dicotomia do corpo e da mente como instâncias separadas. Sendo assim, a mente não seria apenas uma proprietária do corpo, mas manifesta-se a partir dele. A corporeidade será a manifestação existencial de um sujeito consciente de seus constituintes, além dos elementos virtuais e imateriais que também agem sobre a materialidade constituinte desta corporeidade. Sendo a transdisciplinaridade um enfoque científico e pedagógico, torna evidente o problema que um diálogo entre diversas disciplinas implica necessariamente uma questão epistemológica. Pois tendo a corporeidade como evidência transdiciplinar, vê-se nela uma possibilidade de ação significativa no cotidiano da aprendizagem. Assim, a questão do corpo deixa de ser encarada como mero receptáculo da mente para fazer parte ...
ESCOLA, PROJETO PEDAGÓGICO E CURRÍCULO Minha escola é uma EMEI, e nela, procuramos trabalhar com o método globalizador. Pois nas turmas das crianças maiores, onde já demonstram de forma mais clara seus interesses, procuramos estabelecer um diálogo sobre o que a turma gostaria de conhecer e aprender no momento. A partir deste primeiro diagnóstico, montamos um projeto e inserimos nele os componentes curriculares específicos da faixa etária.  Um exemplo disto, é quando a turma de 4 anos, demonstrou grande interesse por conhecer os dinossauros. Dentro desta temática, fez-se o projeto englobando conteúdos como; cores, formas, tamanho, alimentação, motricidade fina, entre outros. Em minha prática docente, procuro organizar os conteúdos de aprendizagem a partir dos interesses dos alunos, pois as disciplinas não são o objeto de estudo, mas o meio para obter o conhecimento da realidade. Procuro trabalhar através de projetos, problematizando a temática, para então partir para a elab...
ESCOLA, CULTURA E SOCIEDADE A educação constitui um processo de transmissão cultural no sentido amplo do termo, cuja função principal é a de reprodução do sistema social. A educação começa primeiramente na família para depois se expandir nos seus meios sociais. Penso que a criança ao chegar na escola, já traga consigo conceitos desta sociedade à qual pertence. Para os autores Durkheim, Parsons e Mannheim, a família é a instituição reprodutora do sistema social. É ela que introduz o indivíduo no mundo da cultura, pois as crianças são socializadas muito antes de entrarem na escola. Precisamos enquanto educadores, trabalhar em sala de aula, o reconhecimento das diferenças e lutar contra todas as formas de desigualdade, preconceito e discriminação. Parte dos alunos que sai da escola todo ano não consegue estabelecer uma relação entre o que viveu e aprendeu na escola, com a realidade fora, pois muitos são apenas obrigados a frequentá-la por conta de programas sociais as quais s...

O corpo e a mente

As crianças partem então, do concreto para o abstrato, sendo assim, nossos alunos, em um primeiro momento necessitam tocar e ver o mundo que os cerca para depois então abstraírem e internalizarem o que lhes é proposto. Adentramos então em um novo campo chamado Neuroeducação, que veio explicar os comportamentos da aprendizagem. Busca-se explicação sobre o papel das emoções no aprendizado, nos processos de tomada de decisões e nas várias possibilidades de motivação dos alunos para o aprendizado. O que será de grande valia para os educadores, pois a partir destas informações, sua prática seria melhorada em sala de aula. Somos um organismo complexo, e como adultos, somos seu produto final. Temos um corpo que demanda cuidados e energia para funcionar, sendo que nosso cérebro é a parte do nosso corpo que mais gasta energia para funcionar. Todos os seres humanos têm condições de aprender, o que acontece é que alguns de nós exercita mais seu córtex-cerebral, pois é lá que reside nossa ...

Interdisciplina : CORPOREIDADE

Reflexões A confiança básica recíproca é o suporte fundamental do viver social. E a incompreensão dos seres humanos entre si ameaça a destruição sistemática da vida humana do planeta. Pois o processo de aprendizagem, para os seres sociais, é tudo. Não nascemos nem amando nem odiando ninguém em particular. Fala-se em unidade, mas não há a preocupação em saber qual é o processo de aprendizagem social que produz a feroz divergência. Nosso altruísmo biológico natural e a necessidade que temos como indivíduos de fazer parte de grupos humanos e de operar em consenso com eles, fenômenos esses que se dão em todos os seres cuja existência transcorre num meio social. E o formidável poder de transformação do próprio mundo de que dispomos, graças a nossa colossal faculdade que é a reflexão consciente. Precisamos libertar em toda a sua extensão esses impulsos biológicos naturais que já possuímos, removendo, com nossa reflexão consciente, todas as ramificações acumuladas, para sermos sociais ...