Reflexão sobre corporeidade
Nós
existimos enquanto sujeitos mediante a continuidade espaço- temporal da
corporeidade. Estar vivo significa encontrar-se em movimento. Usar o termo
“corporeidade” ultrapassa a dicotomia do corpo e da mente como instâncias separadas.
Sendo assim, a mente não seria apenas uma proprietária do corpo, mas
manifesta-se a partir dele. A corporeidade será a manifestação existencial de
um sujeito consciente de seus constituintes, além dos elementos virtuais e
imateriais que também agem sobre a materialidade constituinte desta
corporeidade.
Sendo
a transdisciplinaridade um enfoque científico e pedagógico, torna evidente o
problema que um diálogo entre diversas disciplinas implica necessariamente uma
questão epistemológica. Pois tendo a corporeidade como evidência
transdiciplinar, vê-se nela uma possibilidade de ação significativa no
cotidiano da aprendizagem.
Assim,
a questão do corpo deixa de ser encarada como mero receptáculo da mente para
fazer parte da vida experencial com igual importância no processo pedagógico
tanto para alunos quanto para professores.
A
questão da corporeidade não é apenas a inclusão de atividades corporais nas
rotinas no processo de aprendizagem mas também uma reflexão filosófica de que
somos uma estrutura singular emergente num mundo.
Para
que possamos entender o significado de aprender, é necessário admitir que esta
é uma propriedade emergente da auto-organização da vida, pois emerge do sistema
nervoso do organismo, enquanto acoplado ao meio ambiente. Somos sujeitos que
existem em uma corporeidade que interage com o ambiente que se diferencia em
muitos aspectos.
A
questão central é que cada indivíduo se desenvolva o suficiente para articular
sua corporeidade com outras competências, formando um círculo dinâmico de
conhecimentos.
Então,
será que são os nossos alunos que não conseguem aprender, ou somos nós enquanto
educadores que não compreendemos o real significado de corporeidade e tentamos
fragmentar algo indissociável?
A
resposta para mim é muito clara, pois corpo e mente estão interligados, somos
seres sociais que necessitam fazer interações com o meio ambiente para que o
saber se estabeleça. Somos seres totais, partindo de um sistema nervoso central
para um corpo em constante movimento. Nós enquanto educadores, precisamos
compreender como se dá o aprender neste corpo complexo e como cada aluno
expressa sua corporeidade, para então realizar intervenções coerentes.
Olá Grace,
ResponderExcluirSenti falta do teu embasamento teórico na realização desta reflexão.
Não esqueça os marcadores.
Att,
Rocheli