CONTOS,
BRINCADEIRAS E DIVERSIDADE
Meu projeto deste
semestre em minha turma de infantil II, 5 anos, versa sobre afetividade, pois sinto minha
turma muito seletiva nas brincadeiras em grupo e briguenta. Então a partir da
atividade proposta nesta interdisciplina, propus a brincadeira “o baile da
amizade”, onde ao parar a música, cada aluno irá abraçar um colega, sempre um
diferente por rodada.
Desde o início da
infância, as crianças tem contato com discursos negativos, que levam a atitudes
preconceituosas em sala de aula. Para lidar com a diferença é imprescindível
que as crianças se familiarizem com a diversidade em diversas situações do
cotidiano escolar.
Algumas crianças queriam
abraçar sempre os mesmos colegas, e percebi que muitos não queriam abraçar o
Arthur, pois é uma criança que bate muito. Tive que ao longo da brincadeira,
fazer várias intervenções, para que o Arthur ganhasse sua gama de abraços.
Por fim, ele recebeu
muitos e se comprometeu em rever suas atitudes e os alunos ficaram nesta
atividade por cerca de 30 minutos. Concluí que a atividade obteve êxito, pois
não houve brigas e todos participaram com alegria.
O
principal indicador da brincadeira, entre as crianças, é o papel que assumem
enquanto brincam. Ao adotar outros papéis na brincadeira, as crianças agem
frente à realidade de maneira não liberal, transferindo e substituindo suas
ações cotidianas pelas ações e características do papel assumido, utilizando-se
de objetos substitutos (1998a, p.27).
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