ATIVIDADE DE ESTUDOS SOCIAIS

VISITA AO CEMITÉRIO SANTA CASA DE MISERICÓRDIA

O cemitério da Santa Casa é um museu a céu aberto, por sua antiguidade e arquitetura. É uma atração turística da cidade, localizado no bairro Azenha, é um importante espaço de memória e das representações sociais e econômicas do estado.
Por questão de segurança, é necessário uma autorização especial para a visitação sem roteiro guia. O formulário de autorização pode ser retirado no CHC ou no cemitério e precisa ser assinado em duas vias. O passeio conta com guia e folheto informativo. Penso que para as turmas acima do sexto ano, é uma oportunidade de reviver o passado e conhecer um pouco mais da história, que até então é somente lida e não vista.
A atividade é gratuita e é realizada mediante agendamento

Visita guiada ao Cemitério da Santa Casa – um museu a céu aberto

XVII Semana da Cultura – Visita Guiada no Cemitério da Santa Casa – “Um museu a céu aberto”

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OS ROTEIROS DO CEMITÉRIO DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE PORTO ALEGRE 1) Político A história política do Rio Grande do Sul é rica e singular. Esse é o olhar e o entendimento, inclusive, dos que abordam, pesquisam e estudam a trajetória das relações de poder no Brasil. A política gaúcha é reconhecida por suas especificidades e peculiaridades, que a distingue das trajetórias de outros estados. A bipolaridade e o confronto entre os grupos opositores fizeram do espaço regional, ao longo do século XIX e das primeiras décadas do XX, sobretudo, um animado palco de cisões, de guerras e conflitos militares. Situados como conservadores ou liberais, no Império, e pica-paus ou maragatos, depois chimangos ou maragatos, na República, representações de suas lideranças se encontram no Cemitério da Santa Casa, cujos exemplos tumulares ilustram a configuração do cenário político da cidade e do Estado. Este roteiro inclui: 1. Félix da Cunha (1833-1865) – Panteão. Félix Xavier da Cunha, poeta, advogado, jornalista, escritor e político. 2. Otávio Rocha (1877-1928) - Túmulo 4, 1° quadro (direita), feito pela Casa Aloys. Otávio Francisco da Rocha, militar, engenheiro, educador, político e jornalista. 3. Emílio Massot (1865-1925) - Túmulo 14, 1° quadro (direita), feito por A Graniteira Piatelli e irmão. Affonso Emílio Massot, patrono da Brigada Militar. 4. Borges de Medeiros (1863-1961) - Túmulo 316, 1° quadro (direita) emprestado da Família Sinval Saldanha, seu genro. Antônio Augusto Borges de Medeiros, advogado e político. 5. Maurício Cardoso (1888-1938) - Mausoléu 118, 1° quadro (direita), escultor Caringi. Joaquim Maurício Cardoso, advogado e político. 6. Júlio de Castilhos (1860-1903) - Mausoléu, corredor central (esquerda). Julio Prates de Castilhos, jornalista e político. 7. Coronel Bordini (1810-1884) - Mausoléu 5, corredor central (esquerda). João Carlos Augusto Bordini, militar, banqueiro e político. 8. Pinheiro Machado (1851-1915) - Mausoléu, corredor central (esquerda). José Gomes Pinheiro, advogado e político. 9. Plácido de Castro (1873-1908) - Túmulo 591, corredor central (esquerda). José Plácido de Castro, político e militar. 10. Protásio Alves (1858-1933) - Túmulo, 3° quadro. Protásio Antônio Alves, médico e político. 11. Firmino Paim Filho (1884-1971) - Túmulo, 3° quadro. Firmino Paim Filho, advogado, banqueiro, fazendeiro, industrial e político. 2) Social Toda a sociedade que se apresenta na história está alicerçada por uma ordem social. A expressão das diferenças e das contradições entre seus grupos e classes é evidente pelas condições materiais de que são portadoras. Essa realidade é reapresentada no espaço cemiterial. Ele se constitui em cenário portador de referências e explicações das relações humanas e do funcionamento da sociedade, pois, afinal, o cemitério reproduz o fenômeno social e seu movimento. Na verdade, é visível neste lugar as condições de vida dos que nele estão sepultados. E o Cemitério da Santa Casa traduz com realismo a trajetória da sociedade porto-alegrense e dos que vindos de outras comunidades, nele encontraram acolhimento. Mais ainda, ricas e multifacetadas histórias podem ser aprendidas em seu espaço, desde o contato com os primeiros quadros, ricamente adornados, até o Campo Santo, marcado pela simplicidade e total despojamento. Da história social observada, é notório que o Cemitério da Santa Casa acolhe a todos, indistintamente, se impondo no espectro da cidade como um dos seus espaços mais democráticos e portador de cidadania. Este roteiro inclui: 1. Ismael Chaves Barcelos - Túmulo 124 a 126, 1° quadro (direita). Fazendeiro, indrustriário. 2. João Leite Filho - Mausoléu 134, 1° quadro (direita). Fazendeiro e capitalista. 3. Família Difini - Mausoléu 10, corredor central (direita), feito pelo artista José Floriani Filho. Expoentes da colônia italiana em Porto Alegre. Joaquim Difini, presidente do Sport Club Internacional. 4. Luiz Leseigneuer (sem data) - Mausoléu 9, corredor central (esquerda), feito pela Casa Aloys. Engenheiro. 5. Eduardo Secco ( -1939) - Mausoléu 6, corredor central (direita), feito pela Casa Aloys. Comerciante. 6. Mostardeiro (1831-1893) - Mausoléu, corredor central. Antônio José Gonçalves Mostardeiro, comerciante. Dona Laura (1835-1906). Laura Rasteiro Mostardeiro (sem data) 7. João Ferreira Porto ( -1883) - Mausoléu, corredor central. Comerciante. 8. Veador Porto (1807-1881) - Túmulo 30, 2°quadro (direita). José Ferreira Porto, comerciante. 9. Barão do Cahy (1817 -1884) - Túmulo 12, corredor central (direita). Francisco Ferreira Porto, comerciante. 10. Conde de Porto Alegre (1804-1875) - Mausoléu, corredor central. Manuel Marques de Sousa, nobre e militar. 11. Visconde de Pelotas (1824-1893) - Capela 5, 3° quadro. Segundo Visconde - José Antônio Correia da Câmara, militar e político. 12. Família Rocco Irace - Túmulo, corredor central, feito pela Casa Floriano. Comerciantes. 13. Barão de Nonoai (1828 -1897) - Túmulo 758, 4° quadro. João Pereira de Almeida, nobre e militar. 14. Barão do Gravataí (1797-1853) - Túmulo, corredor central. João Baptista da Silva Pereira, militar. - Baronesa do Gravataí (1802-1888) Maria Emília de Menezes. 15. Barão do Guaíba (1813-1902) - Capela 34, 4° quadro. Segundo Barão de Guaíba, Manuel José de Campos- médico e político. 16. Barão de São Borja (1816-1877) - Túmulo, 4° quadro. Vitorino José Carneiro Monteiro, militar e nobre. 17. Barão de Camaquã (1822 -1893) - Túmulo 718, 4° quadro. Salustiano Jerônimo dos Reis, militar e nobre. 3) Positivista O positivismo é um sistema de ideias concebido pelo francês Augusto Comte no século XIX. Sua difusão se deu em diversos âmbitos: político, cultural e intelectual. Atingiu ainda diferentes disciplinas, como Economia, Religião, Filosofia, Medicina, História, Geografia, Literatura e Arquitetura. O positivismo religioso foi também uma de suas vertentes. Porto Alegre, inclusive, possui, na Avenida João Pessoa, próximo a Avenida Venâncio Aires, um dos raros templos positivistas existentes no Brasil. No Rio Grande do Sul, na virada do século XIX para o XX, o positivismo ganhou repercussão, sobretudo entre os partidários do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR). Júlio de Castilhos retirou do comtismo ideias para a formulação política de funcionamento do estado, que foi assimilada por Borges de Medeiros e seus seguidores. A identidade da República Velha Gaúcha no Estado se confunde com o “positivismo castilho-borgista”, um fenômeno histórico que esteve presente até a década de 1920, e que serviu para frear dissidências, mas também animar conflitos, como as revoluções de 1893 e de 1923. O Cemitério da Santa Casa é o único da cidade que reúne exemplares de mausoléus e túmulos que expressam na escultura, arquitetura e em epitáfios a presença positivista, eternizando, através da memória, o vigor dessa doutrina na sociedade gaúcha. Este roteiro inclui: 1. Otávio Rocha (1877-1928) - Túmulo 04, 1° quadro (direita), feito por Casa Aloys. Otávio Francisco da Rocha, militar, engenheiro, educador, político e jornalista. 2. Emílio Massot (1865-1925) - Túmulo 14, 1° quadro (direita), feito por A Graniteira Piatelli e irmão. Affonso Emílio Massot, patrono da Brigada Militar. 3. José Montaury (1858-1939) - Túmulo 90, 1° quadro (direita). José Montaury de Aguiar Leitão- engenheiro e político. 4. Borges de Medeiros (1863-1961) - Túmulo 316, 1° quadro (direita) emprestado da Família Sinval Saldanha, seu genro. Antônio Augusto Borges de Medeiros, advogado e político. 5. Júlio de Castilhos (1860-1903) - Mausoléu, corredor central (esquerda). Julio Prates de Castilhos, jornalista e político. 6. Pinheiro Machado (1851-1915) - Mausoléu, corredor central (esquerda). José Gomes Pinheiro, advogado e político. 7. Barros Cassal (1858-1903) - Túmulo 296, 4° quadro (direita) João de Barros Cassal, jornalista e político. 8. Ramiro Barcelos (1851-1916) - Túmulo 1169, 5º quadro (esquerda). Ramiro Fortes de Barcelos, político, escritor, jornalista e médico na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. 9. Frederico Westphalen (1876-1942) - Túmulo 649, 3° quadro (esquerda) Engenheiro e político. 10. Protásio Alves (1858-1933) - Túmulo, 3° quadro. Protásio Antônio Alves, médico e político. 4) Cívico Celebrativo A história celebrativa evoca personagens como figuras representativas de um lugar. A eles é dada a responsabilidade por grande feitos, obras e ações que os destacam no imaginário social. Alguns estão preservados na memória como patronos de instituições ou nomes de ruas. Outros estão relacionados a datas que o calendário registra por seu significado ou são recordados em feriados. Com a morte, emerge a exaltação e seus túmulos se transformaram em espaços de celebração. Para as novas gerações, os signos de representação inscritos, esculpidos ou arquitetados em seus túmulos se revelam como lições e testemunho de reconhecimento. No Cemitério da Santa Casa, encontram-se importantes exemplos de uma história-celebração, marcas da identidade que formou o Rio Grande do Sul, estado delineado pelas especificidades de seu passado. A necrópole reúne nomes de relevância política e militar da Capital gaúcha e do Rio Grande do Sul. Este roteiro inclui: 1. Otávio Rocha (1877-1928) - Túmulo 4, 1° quadro (direita), feito por Casa Aloys. Otávio Francisco da Rocha, militar, engenheiro, educador, político e jornalista. 2. Emílio Massot (1865-1925) - Túmulo 14, 1° quadro (direita), feito por A Graniteira Piatelli e irmão. Affonso Emílio Massot, patrono da Brigada Militar. 3. Maurício Cardoso (1888-1938) - Mausoléu 118, 1° quadro (direita), escultor Caringi. Joaquim Maurício Cardoso, advogado e político. 4. Francisco de Paula Brochado da Rocha (1910-1962) - Jazigo perpétuo, 257 a 269, 1° quadro (esquerda). Advogado, professor e político. 5. Júlio de Castilhos (1860-1903) - Mausoléu, corredor central (esquerda). Júlio Prates de Castilhos, jornalista e político. 6. Coronel Bordini (1810-1884) - Mausoléu 5, corredor central (esquerda). João Carlos Augusto Bordini, militar, banqueiro e político. 7. Pinheiro Machado (1851-1915) - Mausoléu, corredor central (esquerda). José Gomes Pinheiro, advogado e político. 8. Plácido de Castro (1873-1908) - Túmulo 591, corredor central (esquerda). José Plácido de Castro, político e militar. 9. Daltro Filho (1882-1938) - Mausoléu, corredor central (esquerda) Manuel de Cerqueira Daltro Filho, militar e político. 5) Religioso Na trajetória da humanidade, todas as épocas e todos os povos foram testemunhas de manifestações religiosas. O mistério, a lenda e a tradição foram as primeiras origens do sentimento religioso, que se expressa por um conjunto de pensamentos, atos e sentimentos que estabelecem a relação entre o homem e Deus. Suas evidências estão na prática da crença que se mostra pelo culto, pela devoção e pela reverência. Culturalmente foram criados signos e símbolos que manifestam as interrogações sobre o sobrenatural, assim como sobre o destino das almas. O Cemitério da Santa Casa é rico em alegorias e representações religiosas que permitem a compreensão das ideias e concepções de vida da sociedade local e regional. A simbologia cristã ou a de outros credos guarda significados que podem ser observados nas esculturas presentes na necrópole da Santa Casa. Ali estão a cruz, os anjos e as “anjas”, as imagens de santos, as de Nossa Senhora e do Sagrado Coração de Jesus, as “pietás”, a pomba do Divino Espírito Santo, as alegorias da fé, esperança e caridade. Este roteiro inclui: 1. Anjo da saudade - Jazigo perpétuo da família Luiz F. Antunes (27/04/1922), 1º quadro, sepultura 59, esquerda. 2. Cristo ressuscitando Lázaro - Jazigo perpétuo da família Costa (sem data), 1º quadro, sepultura 57, esquerda. 3. Cristo batendo a porta - Jazigo perpétuo da família Cel. João Ignácio Soares (17/02/1934), 1º quadro, sepultura s/nº, esquerda. 4. Sagrado Coração de Jesus – Jazigo perpétuo da família Rizzo (sem data), 1º quadro, esquerda. 5. Sagrado Coração de Jesus - Jazigo perpétuo da família Alfredo Mello (20/04/1935), 1º quadro, sepultura 49, esquerda. 6. Pelicanos - Jazigo perpétuo da família Antenor Amorim (sem data), 1º quadro, sepultura 343, esquerda. 7. Cristo ressuscitando Lázaro - Jazigo perpétuo da família Honorato S. Marques (1929), 1º quadro, sepultura 353, esquerda. 8. Pietás - Jazigo perpétuo da família Cel. Antônio Gomes de Carvalho (sem data), 1º quadro, sepultura 27, esquerda. 9. Anjo da saudade - Jazigo perpétuo da família Antonio R. Vasconcellos (sem data), 1º quadro, sepultura 21, esquerda. 10. Anjos - Jazigo perpétuo da família Fernandes (sem data), 1º quadro, sepultura 119, esquerda. 11. Santo Antônio - Jazigo perpétuo de Giacomo Bernardi (03/09/1936), 1º quadro, sepultura 56, direita. 12. Anja do Juízo Final / pelicanos - Jazigo perpétuo da família Pedro Ellera (sem data) – cópia de obra italiana de Monteverdi feita pelo escultor Lonardi, 1º quadro, sepultura 40, direita. 13. Pietás - Jazigo perpétuo da família Julio M. da Silva Só (1932), 1º quadro, sepultura 96, direita. 14. Cristo ressuscitado - Jazigo perpétuo da família Chaves Barcellos (sem data) – escultor André Arjonas, 1º quadro, sepultura 124-126, direita. 15. Pomba do Divino Espírito Santo - Jazigo perpétuo da família Luz (sem data), 1º quadro, sepultura 198, direita. 16. Vigário José Ignácio - Jazigo perpétuo do Padre José Ignácio de Carvalho e Freitas (01/07/1877), 4º quadro, corredor central, direita. Onde fica Avenida Professor Oscar Pereira, 423 Azenha - Porto Alegre/RS Informações Fone: (51) 3223.2325 De segunda a sexta das 08h30 às 18h

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