Teoria de Wallon
Wallon
estudou a criança como sendo uma realidade viva em um conjunto de
comportamentos. As crianças nascem em um mundo cultural e simbólico, onde se
comunicam e se constituem como sujeitos com significados, construindo assim
suas emoções, que é seu primeiro sistema de comunicação.
Assim
como Piaget, Wallon também propõem estágios de desenvolvimento, porém não
acredita na ideia de um crescimento linear da criança. Para ele, o estágio
impulsivo-emocional, vai do nascimento até perto do primeiro ano de vida, é um
estágio afetivo, onde a criança é o próprio mundo. Já no estágio sensório-motor
e projetivo, que vai dos três meses até aproximadamente o terceiro ano de vida,
a criança enxerga o mundo externo e o pensamento se projeta em atos motores.
O
estágio do personalismo é marcado pela sua personalidade e da auto-consciência,
compreendendo dos três anos aos seis anos de idade. E no estágio categorial há
uma exaltação da inteligência sobre as emoções, começa a abstrair conceitos. No
estágio da adolescência, que começa aos onze anos, começam as transformações
físicas e psicológicas.
O
afeto influencia as relações e os processos de aprendizagem, requerendo visões
inclusivas e capazes de resgatar o cuidado no processo educativo. A teoria
Walloniana resgata o orgânico na formação da pessoa, tendo assim, um laço de
união entre corpo e meio social. Sendo assim, a afetividade é um conjunto
funcional que emerge do orgânico e se relaciona com o outro. Wallon aponta a
aquisição da linguagem como um fator primordial para o desenvolvimento da
cognição.
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